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A maior vantagem de um filme de animação é a infinidade de possibilidades que podem ser exploradas. Seja através do roteiro, do design de produção ou da elaboração dos personagens. Infelizmente o que vemos ultimamente, na maioria dos longas animados que chegam aos cinemas, é o mesmo padrão Disney/Pixar ou algo que procure simular um realismo estético.

O folclore mexicano é um tema que é tomado pelo imaginário popular e, por isso, a decisão de extrapolar esse modelo é fundamental. Escrito e dirigido por Jorge R. Gutierrez e produzido por Guilhermo del Toro, o filme “Festa no Céu” capta bem a imaginação infantil. Os personagens se parecem com bonecos de madeira, com encaixes e detalhes cravados, que se misturam ao cenário e contribuem para a imersão no universo do filme. E que universo!

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A história começa como muitas outras: um jovem músico chamado Manolo disputa o amor de Maria, a mulher mais bonita da cidade, com o robusto soldado Joaquin. Mas a disputa não está favorável para ninguém e, além disso, a donzela tem uma série de habilidades que os seus pretendes nem imaginam.

A trama começa a se desenvolver através de duas entidades que tem um interesse especial no desenrolar desse triângulo amoroso, La Muerte e Xibalba, cada uma apostando em um pretende. Até que Xibalba engana Manolo, que decide ir ao mundo dos mortos resgatar Maria. Falando nisso, o tema central do filme é o feriado do Dia dos Mortos.

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Apesar de estarmos culturalmente distante dessa festividade (o filme foi lançado principalmente no México e nos Estados Unidos), a animação ousada, o roteiro bem construído, boas sacadas cômicas, uma trilha sonora cheia de surpresas e um olhar divertido sobre a morte fazem desse filme uma ótima escolha para uma noite de sábado. Não é à toa que será a super estreia do Telecine nesse sábado, dia 29 de agosto.

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