Bianca_tramp

Na 40ª entrevista da série, o Tramp conversou com a cantora e compositora carioca Bianca, com apenas 19 anos recém completados, a revelação desabrocha alheia a cena efervescente da capital fluminense, e mostra que não é preciso idade para criar canções confessionais e maduras para qualquer público.

Sua recém-lançada carreira é apresentada com o clipe para a faixa “Chained”, uma produção delicada e minuciosa, que esteve presente na novela Malhação e já alcança quase 300 mil visualizações no YouTube. Além disso, Bianca também já mostrou uma versão acústica para sua canção “What If”. Confira a conversa a seguir:

Quando aconteceu o seu primeiro contato com a música?
B: Quando criança, assistia musicais todos os dias e cantava/dançava as músicas. Aquilo me fascinava e me levava para outro lugar.

Se você não fosse cantora, o que seria?
B: Estudo há quase dois anos astrologia e sou muito apaixonada por isso. Atualmente também estou cursando psicologia.

Compor para você é?
B: Emergir em você mesmo provoca ondas, as águas que transbordarem é composição.

Você tem algum ritual, passo-a-passo, método, etc, para compor suas canções?
B: Não muito. Normalmente escrevo versos e salvo no meu celular. Sento com minha parceira de composição, Marina Gonzales, e ela começa me mostrando uma harmonia que criou e depois disso entro com a letra e melodia, vamos criando juntas, mas não tenho muito método.

Se você pudesse ser alguma outra cantora, quem você gostaria de ser?
B: Regina Spektor. Eu a vi tocando aqui no Rio e ela toca como se ela e o piano fossem uma coisa só. Uma das artistas mais espontaneamente brilhantes que eu já ouvi.

Uma música que você queria ter escrito?
B: “Ode To Divorce”, da Regina Spektor. Eu amo a letra e a interpretação da música. As músicas dela sempre me provocam uma sensação de entrar no mundo interior da Regina, mas essa pra mim é a mais linda. Uma vez a cantei numa apresentação da escola de música e uma mulher disse: “você me deu um soco na alma”. É assim que eu também me sinto ao ouví-la.

Quais são suas principais referências?
B: Regina Spektor, The xx, Kings of Leon, The Knife, Lykke Li, Radiohead e Bon Iver.

Qual o seu disco nacional preferido?
B: Nó na Orelha, do Criolo. Acho ele simplesmente foda. O Criolo é muito fiel a sua verdade e isso é o melhor de um artista.

E o internacional?
B: Eu amo o Coexist, do The xx. Acho o Jamie xx um produtor incrível.

Para você o que o seu estilo de som representa?
B: Acho que todas as influências e bandas que ouço de alguma forma me instigam e inspiram a criar músicas que expressem a minha verdade.

O que os fãs da Bianca podem esperar no futuro?
B: Estou prestes a entrar em estúdio para a gravação do meu primeiro EP, planejo um clipe e o lançamento oficial do “Live Sessions”. E agora, estou marcando os próximos shows!

Tramp entrevista é uma série de conversas com os principais nomes da música nacional, onde os mais diferentes artistas respondem sempre as mesmas perguntas sobre música, composição e vida.