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Na 44ª entrevista da nossa série, o Tramp conversou com o cantor e compositor alagoano Bruno Berle, de 21 anos, membro da banda indie Troco Em Bala e considerado um dos nomes mais promissores da cena local e nacional. Com apenas três anos de carreira, Bruno lançou no final do ano passado o seu álbum solo, intitulado Arapiraca, Maceió, 2013, composto por oito canções totalmente autorais.

Com um toque intimista, versos românticos e muitas reflexões, o trabalho conta com a elegância de uma belo sotaque maceioense, mas se destaca mesmo pela beleza das ótimas faixas “O Mundo”, “Anti-Amor”, “Bela 2” e “Seus Olhos”. O álbum foi produzido pelo contemporâneo Filipe Barros Mariz.

Enfim, ouça abaixo, leia a nossa entrevista e tenha um dia mais feliz:

Quando aconteceu o seu primeiro contato com a música?
BB: Aos 7 anos de idade, meu pai me ensinou a tocar violão e cantar coisas simples, porém só comecei a compor aos 18 anos.

Se você não fosse músico, o que seria?
BB: Matemático. Foi algo que amei por anos, ganhei medalhas no ensino médio, fui monitor no colégio, mas cursei um ano do bacharelado e percebi que queria ser músico e deveria focar apenas nisso.

Compor para você é?
BB: Necessário. Um instrumento de estudo da minha vida.

Você tem algum ritual, passo-a-passo, método, etc, para compor suas canções?
BB: Não. Já rolou de várias formas. Eu só posso garantir que é muito difícil pra mim, tanto que, depois do disco, não estou conseguindo compor quase nada.

Se você pudesse ser algum outro músico, quem você gostaria de ser?
BB: Paul McCartney.

Existe alguma música que você queria ter escrito?
BB: No momento é “Ana Luiza”, do Tom Jobim.

Quais são as suas principais referências?
BB: Tudo.

Qual é o seu disco nacional preferido?
BB: No momento é o 7 Sinais, do Almir Sater.

E o internacional?
BB: Pink Moon, do Nick Drake.

Para você o que a MPB representa?
BB: Uma vertente forte da expressão cultural do país. Alguns artistas como Djavan e Tom Jobim me influenciam bastante.

O que os fãs do Bruno Berle podem esperar no futuro?
BB: Mais um disco solo esse ano, além do disco da minha banda, a Troco Em Bala, vídeos, alguns shows fora do meu estado e “muito esforço na obra”, como dizem os Racionais MC’s.

Tramp entrevista é uma série de conversas com os principais nomes da música nacional, onde os mais diferentes artistas respondem sempre as mesmas perguntas sobre música, composição e vida.