Crédito: Azevedo Lobo

Crédito: Azevedo Lobo

Na 39ª entrevista da série, o Tramp conversou com a banda baiana de pop rock Maglore, formada em 2009 e composta por Teago Oliveira, Felipe Dieder e Rodrigo Damati. Residente na Bahia e em São Paulo, o grupo tem como obra o EP, Cores do Vento, de 2009, e dois discos de estúdio, Veroz, de 2011, e Vamos Pra Rua, de 2013. Estes últimos figuraram como melhores discos do ano nos principais veículos de comunicação do Brasil e da web especializados em música.

Em seu mais recente trabalho, os destaques ficam para as faixas “Demais, Baby!”, “Espelho de Banheiro”, “Motor”, “Avenida Sete” e “Quero Agorá”, música que conta com a participação especial de Carlinhos Brown. Confira:

Quando aconteceu o seu primeiro contato com a música?
TO: Quando tinha 5 ou 6 anos. Minha avó me deu um violão de brinquedo e eu passava horas fazendo barulho, sem noção do que era realmente aquilo.

Se você não fosse músico, o que seria?
TO: Se não fosse músico, tentaria ser designer ou ter outra profissão indiretamente ligada a alguma atividade artística.

Compor para você é?
TO: Um processo natural e uma forma de me expressar. Um exercício da mente e também um trabalho.

Você tem algum ritual, passo-a-passo, método, etc, para compor suas canções?
TO: Não tenho ritual, nem método. Existe um exercício espontâneo, que vai desde fazer uma jam com os amigos a ler livros, assistir filmes e ir a exposições. As ideias vão vindo e vou construindo a música naturalmente. Às vezes vem pronta, as vezes passa-se um bom tempo para acabá-las.

Se você pudesse ser algum outro músico, quem você gostaria de ser?
TO: Não sei. Muitos. Tom Zé ou Thom Yorke.

Uma música que você queria ter escrito?
TO: “Something”, dos Beatles (George Harrison) ou “Feijoada Completa”, de Chico Buarque.

Quais são suas principais referências?
TO: Música em geral. Não me prendo a artistas nesse quesito. A referência pode ser até um filme, um diretor de filme e/ou um pintor. As referências para mim são como fases. Não posso chamar Pink Floyd de referência se atualmente já não escuto tanto aquelas músicas.

Qual o seu disco nacional preferido?
TO: A Tábua de Esmeralda, de Jorge Ben, lançado em 1974.

E o internacional?
TO: The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, de 1973.

Para você o que a MPB representa?
TO: A música do meu país. Desde os seus primórdios, dos seus grandes autores, na década de 30 e 40, passando por todas as figuras clássicas: Gonzaga, Caymmi, Adoniran, Cartola, até a música de hoje, moderna e ainda MPB.

O que os fãs da Maglore podem esperar no futuro?
TO: No que depender de nós: discos, vídeos, clipes, produções novas e pesquisas novas. Sons diferentes do que já fizemos.

Tramp entrevista é uma série de conversas com os principais nomes da música nacional, onde os mais diferentes artistas respondem sempre as mesmas perguntas sobre música, composição e vida.